Posts com a tag "Resolução de Problemas"

Análise termográfica: como a ligação incorreta pode torrar seu termostato

05/06/2019 - Controladores de Temperatura, Dicas Ageon
Um problema muito comum em termostatos digitais é a sobretemperatura no terminal, ou seja, o borne de ligação fica a uma temperatura acima da especificação do produto. Além de prejudicar o equipamento, isto põe em risco a segurança da instalação e das pessoas próximas. Veja neste post como ligação incorreta pode ser responsável por este problema e como evitá-lo realizando uma ligação elétrica segura. Ligação elétrica incorreta prejudicando o aparelho Não é anormal vermos controladores ligados conforme a foto abaixo, onde geralmente a fase entra para alimentar o comum do relé, e ao mesmo tempo, aproveita-se para fazer a emenda do cabo. No entanto, esta NÃO É A FORMA IDEAL DE LIGAR O TERMOSTATO. Muitas vezes os aparelhos estão com vários cabos conectados em um mesmo borne. Além da conexão elétrica e mecânica não estarem firmes e com os terminais corretos, estes cabos são amarrados uns aos outros com abraçadeiras aumentando o peso no cabo e puxando-o para fora do borne, piorando mais ainda a situação. A figura abaixo é a foto térmica do termostato acima. A emenda foi feita sem terminal e com o parafuso do borne levemente frouxo, simulando a utilização de uma chave inadequada. E o que podemos ver? A análise termográfica permite notar um aquecimento elevado na conexão e no borne, dissipando temperatura para o termostato e prejudicando as características físicas do equipamento. Podemos ver também que na seção longitudinal do cabo também há aquecimento, ou seja, com o tempo pode ocorrer problema no isolamento deste cabo. Como realizar a ligação elétrica do termostato corretamente O ideal é sempre utilizar conector apropriado para uma boa conexão elétrica e mecânica. De acordo com o que podemos ver nas fotos abaixo, um cabo 2,5mm² foi conectado ao termostato utilizando o conector adequado. Pode-se observar a consequência da montagem correta através da análise termográfica gerada durante o ensaio. O ponto de conexão não passou de 34ºC, sendo que o cabo utilizado é de PVC para 70ºC. Pode-se observar que a conexão é o ponto aonde há maior calor, enquanto no comprimento longitudinal do cabo a coloração é amarelo-esverdeada. Isso demonstra que o cabo está mais frio que a conexão, o que é muito bom! Mas como fazer quando é preciso juntar dois cabos para ligar ao borne? Sempre tenho que trazer do disjuntor ou do barramento? Para estes casos existem conectores duplos que são preparados para receber dois cabos e fazer a conexão entre eles e o borne. Contudo, vale ressaltar que ele deve ser crimpado com o alicate correto e na pressão correta para garantir o funcionamento. Na figura abaixo é demonstrado um exemplo: Podemos ver através da imagem da câmera termográfica um leve aquecimento. Esse aquecimento é proveniente da conexão elétrica e também da corrente que abastece outro equipamento, situação que não existia no exemplo anterior. A figura abaixo é uma exemplificação disto. No primeiro controlador, além da corrente que a carga dele consome, também passa a corrente para alimentação dos outros dois controladores. Logo, aquele ponto tende a ter um maior aquecimento. É necessário verificar se o borne comporta o pino duplo, pois em alguns casos o borne possui um tamanho reduzido proposital para que não se utilize desta forma. É importante que a somatória das correntes das cargas não seja maior que a corrente nominal do cabo. Este tipo de emenda no conector é mais difundido para comandos, onde geralmente a corrente é muito baixa. Deve-se evitar a utilização deste tipo de emenda para potências maiores, como resistências de aquecimento solar, utilizando desta forma a ligação com o cabo único, conforme figura abaixo. O que achou deste artigo? Deixe seu comentário abaixo.

Principais erros em inversores de frequência para esteiras ergométricas

03/05/2019 - Esteiras Ergométricas, Inversores de Frequência
Se você trabalha com conserto e manutenção de esteiras ergométricas provavelmente já se deparou com um inversor com problemas. Apesar de a primeira reação ser substituir o aparelho ou entrar em contato com o fabricante, em muitos casos a solução é muito mais simples. Neste post vamos apresentar os principais erros em inversores de frequência para esteiras ergométricas e como solucioná-los. LEDs indicativos do inversor IEX70 Para exemplificar os possíveis erros do inversor, vamos utilizar como exemplo o modelo IEX70, da Ageon. Este inversor de frequência foi desenvolvido especialmente para esteiras ergométricas e possui LEDs que auxiliam a identificar se o aparelho está em seu funcionamento normal ou se algum erro está ocorrendo. Os inversores IEX70 possuem dois LEDs. Um deles é relacionado ao funcionamento do motor. O outro LED é relacionado à indicação de falhas e erros na placa de controle. Quando o inversor identifica um erro, este LED pisca determinado número de vezes. A quantidade de vezes que o LED pisca varia de acordo com o erro identificado. LED piscando 2 vezes - Sobretensão Este erro ocorre quando a tensão de alimentação do inversor está acima do recomendado no manual. Utilize um multímetro para medir a tensão de entrada do inversor e, caso o valor não esteja de acordo com as informações do manual, revise sua instalação. É provável que haja um problema na rede elétrica ou nas instalações do estabelecimento. LED piscando 3 vezes - Subtensão Este erro é o oposto do erro listado acima. Ele ocorre quando a tensão de alimentação do inversor está abaixo do recomendado no manual. Com um multímetro é possível medir a tensão de entrada e verificar se o valor está de acordo com o esperado. LED piscando 4 vezes - Sobretemperatura Este erro é apresentado sempre que o módulo de potência (IGBT) no interior do aparelho está superaquecido. Geralmente isso ocorre quando a temperatura do ambiente está alta e o inversor está com uma carga elevada, mesmo que dentro do permitido. Dessa forma, recomenda-se verificar se as entradas de ar do inversor IEX70 não estão obstruídas, permitindo a ventilação. LED piscando 5 vezes - Sobrecarga A sobrecarga ocorre sempre que o inversor é submetido a uma carga acima do recomendado em seu manual. Para corrigir este problema, verifique se a esteira apresenta problemas mecânicos, como falta de lubrificação ou problemas no motor, por exemplo. Também é importante verificar se as especificações do motor e do inversor de frequência são compatíveis. LED piscando 6 vezes - Sobrecorrente por hardware Quando o inversor identifica uma corrente muito elevada em um curto período de tempo. Isso pode ocorrer por dois motivos principais: problemas no motor da esteira ou uma carga com inércia muito elevada. Em primeiro lugar verifique se há curto-circuito entre as fases da alimentação ou do motor. Caso nada seja identificado, remova a carga e teste o inversor novamente. LED piscando 7 vezes - Falha de comunicação Este erro será apresentado sempre que a comunicação entre o inversor de frequência e o painel for comprometida. Verifique as conexões entre o inversor e o painel e também se a chave de configuração está de acordo com o modo de operação do painel. Também é recomendado verificar a integridade do cabo de comunicação, ou seja, se existem sinais de rompimento, emendas mal realizadas, entre outros. LED piscando 8 vezes - Falha de hardware Uma falha de hardware pode ocorrer por diversos motivos. Na maior parte dos casos este erro ocorre após um curto-circuito no aparelho. A primeira ação a ser tomada é remover as ligações do motor e testar o inversor. Caso o erro permaneça significa que um componente interno do inversor foi danificado e é preciso enviá-lo para a assistência técnica. Agora você já conhece e sabe como resolver os principais erros em inversores de frequência para esteiras ergométricas. Que tal deixar um comentário abaixo?

A importância da manutenção preventiva nas esteiras ergométricas

28/03/2019 - Esteiras Ergométricas, Inversores de Frequência
As esteiras ergométricas estão entre os equipamentos mais disputados da academia. É justamente por isso que os componentes da esteira podem sofrer desgastes e alterações normais de uso. Para evitar problemas na utilização e conservação do aparelho é altamente recomendado realizar manutenções preventivas periodicamente. Por que realizar manutenções preventivas na esteira ergométrica? Uma esteira ergométrica é composta de várias partes que trabalham em conjunto. É o caso, por exemplo, do motor, do inversor de frequência, do painel, da lona, entre outros. De acordo com a intensidade de utilização, estas partes podem apresentar algumas alterações e desgastes. No decorrer do tempo estas alterações podem se acumular, prejudicando a estrutura da esteira ergométrica. Além de danificar o equipamento, isso pode resultar em danos para os usuários. Dessa forma, as manutenções preventivas servem para evitar problemas na esteira ergométrica, mantendo seu funcionamento correto e garantindo a segurança dos usuários. Cuidados diários com a esteira ergométrica Antes mesmo de realizar a manutenção preventiva, alguns cuidados diários podem aumentar a vida útil da esteira ergométrica. O suor e a poeira, por exemplo, podem danificar os componentes eletrônicos da esteira. Por isso é recomendado limpar o painel todos os dias após o uso. Da mesma forma, a limpeza da lona e dos estribos laterais também é importante. Estas áreas acumulam sujeira, suor e oleosidade que podem atingir partes sensíveis da esteira, como o motor e o inversor de frequência. Até mesmo o excesso de lubrificação na lona, por exemplo, pode resultar em curto-circuito no inversor de frequência. Hora da manutenção preventiva: melhor chamar um técnico Apesar de alguns cuidados simples serem indicados para realização diária na academia, existem alguns procedimentos que exigem certo nível de conhecimento técnico. Por esse motivo é muito importante ter um técnico de confiança para fazer a manutenção preventiva da esteira ergométrica. A periodicidade da manutenção preventiva pode variar de acordo com intensidade de uso da esteira ergométrica e também das condições ambientais. Fatores como a temperatura e a umidade do ambiente podem interferir diretamente no acúmulo de resíduos no interior da esteira, causando problemas relacionados à oxidação, corrosão, curto-circuitos, entre outros. Através de uma análise, o técnico de manutenção poderá avaliar o estado da esteira e tomar ações para evitar que tais problemas ocorram. O técnico de manutenção irá verificar toda a estrutura da esteira, se atentando para diversos detalhes. O plug de conexão na tomada, por exemplo, não deve possuir nenhum tipo de deformação causada por aquecimento. A esteira deve estar em uma superfície plana e nivelada, evitando o acúmulo de lubrificação em determinadas áreas da esteira. Os parafusos e porcas devem ser reapertados em caso de afrouxamento. As carenagens e chassis devem ser limpos, retirando todos os resíduos sólidos e líquidos que possam chegar até o conjunto do motor e inversor de frequência. Antes de tudo, utilize equipamentos de qualidade Uma forma de evitar problemas com a esteira e reduzir a frequência das manutenções preventivas é utilizar equipamentos de qualidade. Quando se trata de inversores para esteiras ergométricas, a Ageon tem a solução certa para você: a linha IEX70. Os inversores IEX70 possuem gabinete de proteção que dificulta a entrada de resíduos e aumenta sua vida útil. Além disso, possuem proteção contra sobrecorrente, desativando o equipamento caso a corrente solicitada pelo motor seja maior do que o limite suportado. Outra vantagem dos inversores IEX70 é a facilidade de instalação e configuração. Não é a toa que seu slogan é "instalou, ligou". Todas as configurações desses inversores são realizadas diretamente em uma chave DIP e em poucos minutos já é possível ver a esteira em funcionamento. A linha IEX70 é indicada para esteiras ergométricas com motores de até 8,5A. Sua alimentação é bivolt (110V/220V) e são compatíveis com os principais painéis do mercado. Que tal saber mais sobre a linha IEX70? Deixe seu comentário, crítica ou sugestão sobre o post no formulário abaixo.

Testando a saída a relé de um controlador de temperatura

27/02/2019 - Como Configurar, Controladores de Temperatura, Dicas Ageon
Você instala um controlador de temperatura tomando todos os cuidados e seguindo as orientações do manual técnico, mas a carga não aciona. O que fazer? Neste post vamos dar dicas de como testar a saída a relé do controlador e resolver o seu problema. Itens necessários para o teste das saídas a relé Em primeiro lugar é importante ter em mãos um multímetro de qualidade. Essa ferramenta permitirá medir a tensão nas saídas do controlador e identificar a origem do problema. Como testar a saída a relé do controlador de temperatura? Para a realização do teste, estamos considerando que o controlador está instalado conforme seu respectivo manual técnico. Acesse esta página para ter acesso aos manuais técnicos dos controladores de temperatura Ageon. Desligue seu equipamento e remova a carga Antes de mais nada é necessário remover a ligação da carga no controlador. Para isso, desligue seu equipamento e remova as conexões da carga nos bornes correspondentes.É importante se atentar à forma que a saída a relé do controlador é alimentada. Alguns modelos possuem saídas com contato seco, ou seja, precisam de um jumper entre dois bornes para que o relé seja alimentado. Nesses casos remova apenas a ligação da carga, mantendo o jumper conforme o esquema presente no manual.Após a remoção da carga, energize o aparelho. Verifique o funcionamento dos LEDs Os controladores de temperatura Ageon possuem LEDs que indicam o funcionamento das saídas. Para realizar o teste da saída a relé é necessário que o LED correspondente esteja aceso.Se o LED indicativo da saída a relé estiver apagado é preciso forçar seu acionamento. Cada modelo de controlador de temperatura possui uma forma de acionamento forçado, seja através de uma tecla ou de um conjunto de teclas. Consulte o manual técnico do produto para ter acesso a esta informação. Ajuste o multímetro para medição de tensão Com o controlador energizado e o LED indicativo aceso é hora de utilizar o multímetro para verificar a tensão de saída (voltagem). Para isso, o multímetro deve ser ajustado para medição de tensão alternada.É importante informar que dependendo do modelo de multímetro o ajuste de tensão alternada pode possuir diversas nomenclaturas. Entre as mais comuns estão V, Ṽ, ACV, VAC e Voltage, por exemplo.Outra questão importante é a escala. Alguns multímetros possuem escalas de medição de tensão, que deve estar de acordo com o valor de tensão a ser medido. Em um multímetro com escalas de 0 a 200V ou 200V a 750V, por exemplo, a primeira escala deve ser utilizada para redes de 110V, enquanto a segunda escala deve ser utilizada para redes 220V. Conecte o multímetro nos terminais do controlador Com o multímetro devidamente ajustado, encoste as ponteiras nos terminais referentes à carga no controlador de temperatura. Se o controlador estiver energizado e com o LED indicativo aceso, a tela do multímetro deve apresentar a tensão entre os dois pontos. Diagnosticando problemas de acionamento Ao realizar o teste acima, o multímetro deve apresentar valores próximos a 110V ou 220V, de acordo com a tensão da alimentação. Se seu teste resultou em valores como este significa que o controlador está funcionando corretamente. Verifique se a carga (resistência ou compressor, por exemplo), está apresentando mau funcionamento. Se ao realizar o teste acima o multímetro apresentar valor zero, é necessário realizar algumas verificações: Certifique-se de que a instalação elétrica está correta e de acordo com o manual do produto;Nos controladores cuja a saída a relé é alimentada por um jumper, verifique se o mesmo está bem conectado aos terminais;Verifique se o LED indicativo da saída a relé está aceso. Caso o LED esteja apagado, revise as configurações do controlador. Este post foi útil? Deixe seu comentário abaixo.

O que fazer para evitar a queima do inversor de frequência?

22/02/2019 - Dicas Ageon, Inversores de Frequência
Um inversor de frequência pode queimar por diversos motivos. Em muitos casos a queima é causada por natureza externa, ou seja, por fatores que não são relacionados a defeitos de fabricação do inversor. Nesses casos, é de extrema importância identificar o motivo da queima antes de adquirir um novo inversor. Neste post vamos falar sobre os defeitos no inversor de frequência causados por natureza externa e como evitá-los. Queima do inversor por defeitos de natureza externa Quando um inversor de frequência queima devido a problemas de natureza externa não basta substituí-lo. A simples substituição pode até resolver o problema por um tempo, mas a probabilidade de o inversor substituto queimar é bastante grande. Por esse motivo, é importante identificar a causa da queima do aparelho. Listamos abaixo alguns dos principais motivos para a queima do inversor e como evitá-los. Sobretensão na rede de alimentação Por mais que o inversor possua seu próprio sistema de proteção contra subtensões e sobretensões, uma sobretensão abrupta (pico de tensão em curto período de tempo) pode causar danos citados acima, ou mesmo a queima do inversor. É importante que os usuários de inversores monitorem constantemente a rede de alimentação durante o uso do aparelho com sua carga padrão, para que seja detectado uma não conformidade no nível de tensão. Caso o inversor aponte constantemente o erro de sobretensão no circuito intermediário (E02 nos inversores Ageon), verifique o comportamento da sua rede de alimentação. Curto-circuito entre fases ou terra do motor Outra possibilidade de não conformidade relacionada a queima desses elementos é a de curto-circuito entre fases do motor. Mesmo que, aparentemente, as conexões do motor ao inversor estejam corretas, deve-se monitorar as pontas do motor (na própria carcaça do motor) e verificar se há alguma anomalia. Um curto-circuito entre fases do motor, mesmo que por pouco tempo, pode causar a queima de um módulo de potência. Excesso de umidade e presença de água também podem ser os causadores desses curtos-circuitos entre fases. É extremamente importante garantir que a área de instalação do motor seja livre de umidade excessiva e que não haja presença de elementos que jorram/pingam água. A umidade pode prejudicar o motor tanto a curto prazo (presença de água no contato do motor) quanto a longo prazo (oxidação das partes metálicas, que futuramente irão apresentar falhas no funcionamento). Também deve-se garantir que o aterramento do sistema não tenha nenhum contato com uma fase, seja do motor ou da rede de alimentação. É extremamente necessário garantir a integridade física dos terminais do motor pois,  caso os danos nos inversores sejam causados pelo motor, o mesmo irá danificar todos os inversores que forem conectados a ele até que seja feita a troca do motor ou que suas conexões sejam reforçadas. Sobretemperatura Uma temperatura elevada pode causar dano aos módulos de potência. A faixa de temperatura de operação do inversor deve ser respeitada. Nos inversores de frequência Ageon essa faixa é de 0 a 50 °C. Caso o inversor indique sobretemperatura (erro E04 nos inversores Ageon), verifique se o ambiente onde o inversor está instalado apresenta uma temperatura acima do normal. Não é recomendado que o inversor permaneça em um ambiente excessivamente quente pois o funcionamento do inversor em si eleva sua temperatura interna de operação, principalmente se o mesmo possui um motor com uma carga próxima da máxima permitida. Um fator que influencia diretamente na temperatura de operação é a frequência de chaveamento dos IGBT. Nos inversores de frequência Ageon (com exceção do modelo IEX70) é possível ajustar a frequência de chaveamento no parâmetro P43. São disponíveis três valores para este parâmetro: 5 kHz, 10 kHz e 15 kHz. Quanto maior a frequência de chaveamento, menor será o ruído emitido pelo motor, porém, maior será a temperatura presente nos IGBTs. Portanto, ajuste a frequência de chaveamento conforme a sua necessidade. Inércia de carga elevada Quando o motor possui uma carga elevada, há um consumo excessivo de corrente na partida, o que pode prejudicar os módulos de potência. Para proteger os IGBT, garanta que o inversor esteja programado com uma rampa de aceleração proporcional à sua carga. Os inversores Ageon possuem sistemas de proteção de sobrecorrente (E05 para corrente em função do tempo e E09 para sobrecorrente por hardware). No entanto, um pico de corrente muito abrupto na partida poderá danificar permanentemente os módulos de potência. Recomenda-se então que, na homologação do sistema, sejam feitas medições de corrente com ferramentas apropriadas e verificados os valores máximos de corrente no manual. Programe rampas de maiores durações conforme a necessidade. Outros Defeitos Além dos cuidados acima, deve-se garantir que as conexões estejam corretas, tanto da parte de potência (entrada, saída do motor e relé) quanto das de baixa potência (entradas digitais e analógicas). Outra causa de problemas com o inversor de frequência é o curto-circuito nas fases da alimentação. Neste caso o defeito é fácil de ser identificado pois, na maioria das vezes, há a presença de carbonização (queima) nos terminais. Além disso, nessa situação a placa principal do inversor é danificada permanentemente, inviabilizando seu conserto. Caso você possua um inversor de frequência queimado, é importante identificar o motivo da queima antes de substituí-lo. Em muitos casos a queima do inversor está relacionada a um dos motivos citados acima. Ao substituir o dispositivo sem corrigir a causa raiz, é provável que o novo inversor seja danificado da mesma forma que o anterior . Deixe seu comentário sobre este post no formulário abaixo.

A importância e os cuidados relacionados à Compatibilidade Eletromagnética

30/01/2019 - Controladores de Temperatura, Dicas Ageon, Inversores de Frequência
O estudo sobre Compatibilidade Eletromagnética (EMC) aborda soluções para problemas relacionados a mau funcionamento de sistemas devido a ruídos. Neste post iremos fazer uma breve explicação sobre este tema e os cuidados que os montadores e instaladores que utilizam nossos produtos devem tomar para que todos os elementos sistema funcionem como deveriam, seja na parte de controladores de temperatura ou inversores de frequência. Primeiramente, para entendermos porquê devemos nos preocupar com campos magnéticos num sistema elétrico/eletrônico, precisamos entender de onde vem esse campo magnético. No final do século XIX o físico e químico Christian Orsted descobriu que um condutor elétrico (fio/cabo) gera campo magnético ao seu redor. Por sua vez, este campo magnético quando variado também gera corrente elétrica quando encontra outro condutor. Ou seja, qualquer elemento condutor de corrente está propenso a gerar e receber campo magnético no meio que está atuando. A imagem abaixo mostra este fenômeno físico: Um exemplo do cotidiano para entendermos o comportamento de campos magnéticos pelo ar é o princípio de funcionamento do rádio. O aparelho de rádio convencional basicamente capta o sinal do ar (que é um campo magnético) e converte em corrente elétrica audível. Este sinal, por sua vez, é um campo magnético gerado de uma grande fonte de energia proveniente da emissora. Nem todo sistema elétrico/eletrônico funciona com o intuito de receber ou enviar sinal pelo ar, mas mesmo assim irá gerar e receber campos magnéticos devido ao fenômeno físico citado anteriormente. É aí que surge a necessidade do estudo sobre problemas relacionados à compatibilidade eletromagnética. Caso não sejam prevenidos, os problema de EMC poderão afetar negativamente no funcionamento do sistema. A compatibilidade eletromagnética é um conceito associado a dois ou mais sistemas serem eletromagneticamente compatíveis ou não. Dentro desse conceito destacam-se duas análises: o quanto o sistema emite ruído e o quanto o sistema é susceptível à ruídos. Esses ruídos podem se propagar pela própria conexão elétrica (ruído conduzido) ou pelo ar (ruído irradiado). O ruído conduzido pode surgir de diversos fatores como chaveamentos em alta frequência, motores, elementos de alta potência, etc. O grau do ruído também pode variar pela quantidade de elementos que constituem o sistema. Há diversas análises e estudos que podem ser efetuados para resolver/prevenir problemas envolvendo compatibilidade eletromagnética, por exemplo montagem do motor, enrolamento de cabos e fios (como por exemplo par trançado), modos de aterramento, modos de roteamento de placas eletrônicas, blindagem, filtros e etc). Ou seja, há muitos cuidados a serem tomados para que o sistema não sofra problemas com interferências internas ou externas. Individualmente, os elementos das aplicações envolvendo produtos da Ageon, são fabricados/montados usando técnicas específicas para evitar problemas de EMC. Compatibilidade Eletromagnética em controladores de temperatura e inversores de frequência Se tratando de controladores de temperatura e inversores de frequência, há alguns cuidados que devem ser tomados na hora de instalar os produtos para que os ruídos da parte de potência do sistema (motor, resistência elétrica, rede elétrica e etc) não interfira no funcionamento dos elementos de comunicação e baixa potência (sensores/sondas, interface homem-máquina (IHM), ArcSys, cabos de rede e etc) e vice-versa. Ou seja, na hora da instalação e manuseio do produto, poderão haver problemas de EMC caso o sistema seja instalado sem alguns cuidados básicos específicos. Estes cuidados são os seguintes: Deve-se separar fisicamente os cabos de alta potência (motores, resistência elétrica, alimentação e etc) dos cabos/fios de comunicação (sensores, cabos de rede e cabos da IHM);Não deixar os elementos muito próximos um ao outro, por exemplo, respeitar uma certa distância entre o motor e o inversor e etc;Se tratando da precisão de temperatura, não é recomendado que o sensor fique próximo de alguma fonte de ruído como uma resistência elétrica, uma bomba d’água, motor, ventoinha e etc;Aterramento adequado e respeitando a norma NBR 5410. Os cuidados citados anteriormente sobre os fios e cabos valem para qualquer cenário de instalação, seja ele através de canaletas, fixados na parede/chão, pela tubulação e etc. E vale tanto para inversores de frequência quanto para controladores de temperatura. Entre os diversos problemas gerados por incompatibilidade eletromagnética, os que mais se destacam são: erros na leitura, imprecisão (controlador indicando uma temperatura consideravelmente errada), falha total na comunicação (por exemplo problema de comunicação entre IHM e inversor) e etc. Porém, problemas de EMC podem ocorrer de forma aleatória (sem padrão de comportamento) e muitas vezes não duram muito tempo. Quando há um descuido consideravelmente grande, poderá ocasionar uma falha que irá persistir até que o problema seja solucionado. Salientamos que os problemas de EMC existem, mas o seu grau depende de diversos fatores e, na maioria das vezes, não irão afetar no funcionamento do sistema. Os cuidados ao produto final instalado são poucos e se forem respeitados não irão causar nenhum problema. Caso você tenha alguma dúvida entre em contato com a Ageon, estamos sempre disponíveis para ajudar você a solucionar problemas relacionados a instalação do seu produto.

Tudo sobre os inversores de frequência XF Standard

09/01/2019 - Como Configurar, Inversores de Frequência, Vídeos
Os inversores de frequência XF Standard foram desenvolvidos pela Ageon para controlar a velocidade de motores trifásicos. Elem podem ser utilizados em motores de até 2CV e se destacam principalmente pela sua facilidade de instalação e programação. Nesse post apresentamos vídeos das principais dúvidas relacionadas aos inversores XF Standard. Aqui você verá desde a ligação elétrica do aparelho até a resolução de erros na sua aplicação. Como instalar o inversor de frequência XF Standard?Ajustando as rampas de aceleração e desaceleraçãoConfigurando a função do relé auxiliarCorrigindo o erro E03Corrigindo o erro E09Corrigindo o erro Sub A Ageon recomenda que a instalação do produto seja realizada por um profissional qualificado e de acordo com as normas técnicas vigentes. Como instalar o inversor de frequência XF Standard? Primeiramente vamos demonstrar no vídeo abaixo como ligar seu inversor de frequência XF Standard à rede elétrica e também ao motor. Principais ajustes do inversor XF Standard Geralmente os inversores de frequência possuem uma lista numerosa de parâmetros para ajustes. No entanto, os inversores XF Standard possuem uma quantidade reduzida de parâmetros, simplificando sua configuração e otimizando o tempo dos técnicos e instaladores. Nos vídeos abaixo você verá como configurar dois dos principais recursos dos inversores XF Standard. Ajustando as rampas de aceleração e desaceleração As rampas de aceleração e desaceleração já foram tema de posts aqui no Blog Ageon. Esses recursos servem para evitar acionamentos bruscos do motor, por exemplo. Dessa forma a vida útil do equipamento tende a aumentar. Além disso, a utilização de rampas ainda traz outros benefícios, como maior segurança para os usuários da máquina e diminuição do pico de corrente no acionamento do motor. Configurando a função do relé auxiliar Os inversores da linha XF Standard possuem uma saída a relé que pode ser utilizada em diversos processos de automação. Esta saída auxiliar pode ser acionada sempre que o motor estiver acionado, por exemplo, ou sempre que a frequência de saída do inversor ultrapassar um determinado valor. No vídeo a seguir você pode ver todos os diferentes modos de funcionamento da saída auxiliar e como configurar seu inversor em cada uma delas. Solucionando erros no inversor de frequência Durante a instalação e utilização de um inversor de frequência podem ocorrer alguns erros. Essas falhas podem ter as mais variadas causas, como problemas na rede elétrica ou defeito no motor, por exemplo. Os inversores de frequência XF Standard possuem códigos que auxiliam na identificação destes erros, facilitando o diagnóstico e resolução do problema. Nos vídeos abaixo listamos as causas e soluções dos principais erros relacionados à utilização dos inversores de frequência. Corrigindo o erro E03 Corrigindo o erro E09 Corrigindo o erro Sub O que você achou deste post? Deixe seu comentário abaixo.

Modo Econômico do controlador K116 BigDisplay em Expositor de Bebidas

17/10/2018 - Como Configurar, Controladores de Temperatura, Refrigeração
Lançamos recentemente o controlador K116 BigDisplay com diversas novidades para expositores de bebidas. Entre as vantagens desse modelo se destaca um recurso muito interessante: o Modo Econômico. Neste post você vai descobrir o que é este recurso e como utilizá-lo.   O que é o Modo Econômico do controlador K116 BigDisplay? Para reduzir o consumo de energia elétrica, os controladores K116 BigDisplay possuem a função Modo Econômico. Esta função permite elevar automaticamente a temperatura de setpoint do expositor. Além disso, a iluminação também é desligada. Tudo isso é configurável e é indicado principalmente para os momentos em que o expositor de bebida é pouco utilizado, como no período da noite, por exemplo. Este recurso é ainda mais interessante quando utilizado com o sensor de porta aberta.   Entendendo o Modo Econômico Para entender o Modo Econômico, primeiramente é preciso entender que o controlador K116 BigDisplay permite a configuração de até 4 receitas. Ou seja, é possível configurar 4 setpoints diferentes e alternar entre eles facilmente. Cada uma dessas receitas possui também um setpoint de modo econômico. Por padrão de fábrica o Modo Econômico é 2°C acima do setpoint, porém esse valor pode ser ajustado em cada uma das receitas. Código Parâmetro Valor de Fábrica t1 Setpoint receita 1 -6.0ºC t2 Setpoint receita 2 -4.0ºC t3 Setpoint receita 3 -2.0ºC t4 Setpoint receita 4 0.0ºC t5 Setpoint Modo Econômico receita 1 -4.0ºC t6 Setpoint Modo Econômico receita 2 -2.0ºC t7 Setpoint Modo Econômico receita 3 0.0ºC t8 Setpoint Modo Econômico receita 4 2.0ºC   Acionamento manual do Modo Econômico O modo econômico dos controladores K116 BigDisplay pode ser ativado de duas formas. A primeira delas é a ativação manual, ou seja, quando o próprio usuário define o momento em que deseja que o aparelho entre em modo econômico. Para isso, desbloqueie o aparelho e mantenha a tecla AUX pressionada até que o ícone de Modo Econômico se acenda.   Acionamento automático do Modo Econômico O Modo Econômico também pode ser ativado automaticamente, quando utilizado em conjunto com o sensor de porta. Assim, quando a porta do expositor de bebidas fica fechada por um tempo determinado, o Modo Econômico é ativado. Esse período de tempo pode ser ajustado através do parâmetro P4. Quando a porta for aberta novamente, o controlador desativa o modo econômico. Este modo ficará desativado até que se passe o tempo definido em P4. Além do ajuste da temperatura, também é possível configurar o desligamento da iluminação depois de determinado tempo de porta fechada. Esse ajuste pode ser realizado através do parâmetro P6.   Quando utilizar o Modo Econômico? Este recurso é indicado em várias situações, como por exemplo os períodos em que o estabelecimento possui baixo volume de clientes ou está fechado. Nesses casos a geladeira ou expositor permanecerá fechado, portanto a temperatura em seu interior oscilará menos. Dessa forma, um setpoint mais alto irá reduzir o tempo de funcionamento do compressor e, por consequência, o consumo de energia. *** O que achou deste post? Deixe seu comentário abaixo.

Parâmetros de visualização dos Inversores de Frequência Ageon

12/09/2018 - Como Configurar, Inversores de Frequência
Os inversores de frequência Ageon se destacam pela facilidade de configuração. Diferente de outros modelos de inversores, os modelos da Ageon possuem um número reduzido de parâmetros, diminuindo o tempo necessário para ajuste. Além disso, alguns dos parâmetros presentes nesses aparelhos são apenas para visualização. Mas você sabia que é possível visualizar algumas informações do inversor através de parâmetros?   Para que servem os parâmetros de visualização? Esses parâmetros são utilizados principalmente para monitoramento ou diagnóstico de problemas no inversor de frequência. Através deste recurso é possível visualizar diversas informações, como a corrente de saída, por exemplo. Na maior parte das vezes a visualização destes parâmetros é feita para verificar se o inversor está funcionando conforme esperado. No entanto também é possível utilizar este recurso para auxiliar na correção de erros nos inversores.  Abaixo listamos os principais parâmetros de visualização dos inversores de frequência Ageon. Parâmetros de Visualização Código Informação Visualizada P01 Frequência de saída (motor) P02 Tensão circuito intermediário (link CC) P03 Corrente de saída (motor) P04 Tensão de saída (motor) P05 Temperatura nos IGBT´s P06 Último erro ocorrido/Últimos erros ocorridos (conforme modelo)   Tensão circuito intermediário (link CC) A tensão no circuito intermediário do inversor pode variar de acordo com a utilização. Em alguns casos é possível que o inversor apresente erro E02 ou erro E03. A principal causa para este erro é a tensão de alimentação do inversor acima ou abaixo do especificado. Além disso, também é possível que o erro E02 ocorra quando o inversor aciona uma carga com inércia elevada e passa por uma desaceleração muito rápida. Para visualizar a tensão no circuito intermediário do inversor, basta acessar o parâmetro P02. Você poderá visualizar este parâmetro a qualquer momento ou sempre que o inversor apresentar algum erro.   Corrente de saída (motor) A corrente de saída do inversor pode se alterar em algumas situações. A mais comum delas é quando o motor apresenta algum problema no enrolamento, por exemplo. Nesses casos haverá um aumento da corrente de saída e, dessa forma, o inversor detectará este aumento e apresentará erro E06 ou erro E09. Para visualizar a corrente de saída do inversor para o motor, acesse o parâmetro P03. Verifique este parâmetro sempre que o inversor apresentar um dos erros acima ou quando o motor estiver apresentando sinais de defeito.   Último erro ocorrido Este parâmetro é muito útil para o diagnóstico de problemas no inversor de frequência. Através dele é possível visualizar o último erro ocorrido no aparelho e, assim, corrigir o problema. Para isso, acesse o parâmetro P06. Ao identificar o último erro ocorrido no inversor de frequência, você precisará saber o significado dos códigos e as possíveis causas. Assim, será possível detectar a origem do problema para posteriormente corrigi-lo. *** Este post lhe foi útil? Deixe seu comentário abaixo.

Diagnóstico de erros nos Inversores de Frequência Ageon

20/06/2018 - Ageon, Dicas Ageon, Inversores de Frequência
A configuração de inversores de frequência requer um certo nível de conhecimento técnico. Independente da marca e do modelo, é preciso estar familiarizado com o funcionamento de inversores, de motores e até mesmo da máquina onde estes equipamentos estão instalados. Por isso, em algumas situações podem ocorrer falhas, seja resultado de configuração incorreta, flutuações na rede, entre outras causas. Neste post vamos falar sobre os códigos exibidos no display dos inversores de frequência Ageon caso um erro seja identificado pelo aparelho.   Por que os inversores de frequência identificam erros? Conforme citamos anteriormente, o inversor indica em seu display quando um erro é identificado. Esses aparelhos possuem esse recurso porque uma de suas funções, além do controle de velocidade, é a proteção do motor. Dessa forma, o inversor de frequência desativa o motor caso alguma falha seja detectada e informa ao usuário um código. Através deste código é possível identificar a provável causa do erro e, assim, tomar uma ação corretiva.   Principais códigos dos inversores de frequência Ageon Listamos abaixo os principais códigos de erro dos inversores de frequência Ageon, suas principais causas e também as formas mais comuns de corrigir o problema. E02 - Sobretensão no circuito intermediário E03 - Subtensão no circuito intermediário E04 - Sobretemperatura E05 - Sobrecarga na função corrente x tempo E06 ou E09 - Sobrecorrente por hardware E07, E10 ou E11 - Falha de comunicação   E02 - Sobretensão no circuito intermediário Se o display do inversor apresentar "E02" significa que a tensão no circuito intermediário está acima de 410V. Isso pode ocorrer por dois motivos principais. O primeiro deles é a tensão de alimentação do inversor acima do especificado. O segundo motivo mais comum é quando o inversor aciona uma carga com inércia elevada e passa por uma desaceleração muito rápida. Como resolver? Em primeiro lugar recomenda-se verificar a tensão do circuito intermediário e a tensão da rede. A tensão do circuito intermediário pode ser visualizada através do parâmetro "P02", e deve estar entre 180V e 410V. Já a tensão da rede pode ser identificada com um multímetro. Verifique se a tensão de alimentação do inversor está de acordo com a especificação do produto (vide manual). Caso a tensão esteja normal, provavelmente trata-se de um problema relacionado à rampa de desaceleração. Dessa forma é recomendado aumentar o tempo da rampa de desaceleração.   E03 - Subtensão no circuito intermediário Caso o display do inversor apresente "E03" significa que a tensão no circuito intermediário está abaixo de 180V. Normalmente isso ocorre quando a tensão de alimentação do inversor está abaixo do especificado. Como resolver? Verifique a tensão do circuito intermediário através do parâmetro "P02", lembrando que seu valor deve estar entre 180V e 410V. Verifique a tensão de alimentação e os cabos que ligam o inversor de frequência à rede elétrica. Com um multímetro, confira se a tensão da rede está de acordo com a especificação citada no manual do produto.   E04 - Sobretemperatura "E04" é exibido no display quando a temperatura no módulo IGBT do inversor está muito elevada. Isso pode ocorrer quando a temperatura ambiente se encontra acima da especificação do produto ou também quando o inversor estiver trabalhando em sobrecarga. Ainda é possível que a sobretemperatura esteja relacionada à frequência de chaveamento configurada para o inversor. A temperatura do módulo IGBT se eleva conforme uma frequência de chaveamento mais alta é configurada. Como resolver? Em primeiro lugar verifique a temperatura do módulo IGBT através do parâmetro "P05". Caso a temperatura esteja elevada, certifique-se de que o inversor está instalado em local com temperatura e ventilação adequadas. Também é importante verificar se a carga acionada pelo inversor não ultrapassa a corrente nominal especificada. Em último caso o problema pode estar relacionado à frequência de chaveamento. Verifique a possibilidade de configurar um valor mais baixo. No entanto é importante se atentar que, quanto menor a frequência de chaveamento, maior será o ruído emitido pelo motor.   E05 - Sobrecarga na função corrente x tempo O código "E05" é apresentado nos inversores de frequência Ageon quando é identificada uma sobrecorrente após o acionamento do motor. Geralmente este erro ocorre porque o inversor está acionando uma carga muito alta. Outra causa possível é o ajuste do parâmetro "Corrente de sobrecarga do motor" com um valor muito baixo. Como resolver? Para resolver esse problema recomenda-se aumentar o tempo da rampa de aceleração do motor. Caso esta ação não resolva, o recomendado é estudar a aplicação e o funcionamento do motor, e verificar se é possível elevar o valor do parâmetro "Corrente de sobrecarga do motor" sem comprometer o funcionamento do equipamento.   E06 ou E09 - Sobrecorrente por hardware É exibido o código "E06" ou o código "E09" quando o inversor detecta uma corrente acima do permitido ou quando a corrente de saída ultrapassa o limite seguro para o seu funcionamento. Outra causa possível para esse problema é um curto-circuito entre duas fases ou no enrolamento do motor. Existe ainda a possibilidade de ocorrer esse erro caso o inversor acione uma carga com inércia muito elevada. Como resolver? Se o erro ocorrer devido a uma carga com inércia elevada, basta aumentar o tempo da rampa de aceleração. Caso este procedimento não resolva, desconecte o motor do inversor e teste o equipamento. Se o inversor não apresentar o erro, provavelmente o problema se encontra no motor.   E07, E10 ou E11 - Falha de comunicação O inversor de frequência apresentará "E07", "E10" ou "E11" caso uma falha na comunicação entre o inversor e a IHM ocorrer. Como resolver? Verifique a conexão e os cabos de comunicação entre o inversor e a IHM. Se possível, utilize outro cabo para teste. É importante que os cabos de comunicação não fiquem próximos aos cabos de potência, pois pode haver interferência decorrente de ruído. Também é importante se atentar ao comprimento máximo permitido para o cabo de comunicação.   A Ageon recomenda que a instalação e configuração dos seus produtos seja realizada por um profissional qualificado. Em caso de dúvidas, entre em contato com nosso suporte técnico pelo telefone (48) 3028-8878. *** Este post foi útil? Deixe seu comentário abaixo.